Projeto pretende recuperar margens do Rio Carimã

O Rio Carimã, afluente da bacia do Una, tem sofrido sérios impactos ambientais que podem resultar na sua morte. A destruição da mata ciliar, o assoreamento e a poluição por produtos químicos, em especial agrotóxicos, advindos da extensa monocultura da cana-de-açúcar na Zona da Mata pernambucana são alguns dos motivos do desequilíbrio do rio. Para tentar reverter esse quadro, o Centro Sabiá, em parceria com o PROMATA – Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco, através da Secretaria de Desenvolvimento e Articulação Regional do Estado de Pernambuco, está desenvolvendo uma série de ações com famílias agricultoras dos assentamentos Bom Jardim e Camarão e nos Engenhos Pracinha e Carimã, em Barreiros. A meta é reflorestar 15 hectares de mata nativa e capacitar 100 famílias que vivem às margens do rio para preservá-lo. Para isso, serão utilizadas até o mês de setembro, 30 mil mudas de árvores nativas e frutíferas da região da zona da mata, para a implantação de Sistemas Agroeflroestais nas margens do Rio.

O projeto prevê oficinas ambientais, intercâmbio de experiências entre agricultores e ações de reflorestamento. Neste momento, 50 famílias estão envolvidas em atividades de formação e na criação de viveiros para a produção de mudas. “O objetivo destes viveiros é pedagógico. Poderíamos comprar mudas, mas a proposta é criar sentimento de pertença, dialogar com as comunidades locais e desenvolver uma alternativa de produção a partir do sistema agroflorestal, utilizando plantas nativas”, afirma a técnica Juliana Quaresma.

De acordo com Quaresma, as duas comunidades envolvidas no projeto dependem do rio Carimã para consumo humano, animal e produção. No assentamento Bom Jardim, foi instalado recentemente o sistema de água encanada, mas no Camarão, as pessoas precisam se deslocar até suas margens para coletar a água necessária para as atividades básicas. “O que existe hoje é preocupante. O aterramento do rio forma bancos de areia modifica o curso da água, causa perda da área produtiva e tem impacto direto no Rio Una já que o Carimã é um afluente importante”, explica a técnica do Centro Sabiá. 

Paralelamente ao trabalho com os agricultores familiares está sendo desenvolvida uma ação de formação com os professores de quatro escolas rurais das comunidades e engenhos. A expectativa é que os educadores repassem informações sobre preservação do rio também para os estudantes. Como ambas unidades de ensino possuem hortas, os conceitos de sistema agroflorestal também estão sendo repassados para docentes e discentes.

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Publicado em 31/05/2010, em Árvores PE. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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